segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Brasil é o segundo país em consumo sustentável

Repetindo a colocação do ano passado, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Índia, na pesquisa Greendex 2009 que consultou consumidores de 17 países do mundo, afim de medir o seu comportamento em relação ao meio ambiente. Os estudos foram realizados pela National Geographic Society, em conjunto com o instituto de pesquisas GlobeScan, e divulgados nesta quinta-feira.

Para a avaliação foram levados em conta os critérios de tipo de habitação, gastos energéticos, alimentação e transporte dos habitantes consultados, além de conservação, redução da produção de lixo e proteção dos recursos naturais locais.

No quesito alimentação o Brasil teve o seu pior desempenho, ficando em 16º lugar. O baixo rendimento é devido à alta taxa de consumo de carne de vaca (60% das pessoas come mais de uma vez por semana), além de os brasileiros serem os que menos se alimentam de frutas, legumes e verduras. Ainda, 35% dos habitantes utiliza algum produto importado na refeição pelo menos uma vez por semana.

Assim como no Greendex 2008, o Brasil manteve o primeiro lugar no quesito "moradia". As explicações são várias: 91% dos brasileiros vivem em casas com quatro ou menos cômodos, as casas do país tem maior número de aquecedores por demanda de toda a pesquisa, a incidência de aparelhos de ar-condicionado é 11% mais baixa que a média (31% contra 42%). Além disso, os habitantes do Brasil são os que mais dizem que compram energia considerada 'verde', 60% contra os 22% da média, e, à exceção da Austrália, o Brasil é o país onde mais se lava roupa com água fria para economia de energia.

Em "transporte", o país pulou da sétima para a sexta colocação. Ficando atrás dos indianos e dos chineses, o Brasil tem cerca de 10% mais motos que a média (28% contra 18%). Os consumidores daqui são os que mais vivem perto dos lugares onde costumam visitar e, junto com o México, é o país que mais possui carros compactos, 57% contra a média de 34%. Poucos brasileiros vão aos seus destinos sozinhos em um automóvel, apenas 44%, quando a média é 55% e, em relação ao transporte público, 55% dos habitantes usam pelo menos uma vez por semana, o que representa 8% acima da média.

Os consumidores brasileiros subiram do sétimo para o quarto lugar no subíndice de "bens". Dos entrevistados, os brasileiros são os que menos relataram posse de eletrodomésticos (apenas 48%) e foram os que mais disseram consumir produtos sustentáveis (46%). O que pesa para que o Brasil não esteja algumas posições acima é o fato de as pessoas preferirem comprar aparelhos novos, a consertar algum quebrado e utilizar mais produtos descartáveis, do que os reaproveitáveis. O aumento do valor dos produtos sustentáveis, em relação aos comuns, também é um dos agravantes.

As atitudes dos brasileiros comprovam que o meio ambiente não é a preocupação número um dos consumidores. Política, educação e desigualdade social são problemas maiores para os habitantes. Apesar disso, o Brasil é quem mais se preocupa com a extinção de espécies e perda do habitat dos animais (75%), além de se preocuparem com a poluição da água e do ar, as mudanças climáticas e a escassez de água doce. Quando perguntados sobre o aquecimento global, 67% dos brasileiros disseram que sua vida ia mudar para pior (22% acima da média) e se sentem culpados por conta desse problema (40%). Também estão entre os mais propensos a acreditar que os problemas ambientais têm impacto negativo sobre sua saúde (50% contra a média de 39%).

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/greendex-consumo-sustentavel-consciente-brasil-566396.shtml

Consumo responsável


  • Dê preferência a produtos de madeira com o selo FSC. Esta é a garantia de que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa. Ao comprarmos produtos sustentáveis, diminuem os incentivos para desmatar a floresta. 
  • Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim você cuida da sua saúde e do meio ambiente.
  • Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras. Assim estará gerando menos lixo.
  • Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo.
  • Procure comprar produtos fabricados perto de onde são vendidos. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, conseqüentemente, não há emissões desnecessárias de gases causadores do aquecimento global.
  • Use pilhas recarregáveis, Assim, você evita poluir o meio ambiente e gasta menos.
  • Descarte as pilhas em locais apropriados de coleta e não no lixo comum.
  • Leve as baterias usadas de celulares para as revendedoras. Elas não devem ser jogadas no lixo comum, pois contêm metais pesados altamente tóxicos para a saúde humana e o meio ambiente.
  • Evite substituir seu aparelho celular desnecessariamente Além de gastar dinheiro, você estará contribuindo para uma maior poluição do planeta.
  • Evite comprar o que você não precisa para não gerar mais lixo. Para facilitar, faça uma lista prévia.Além de economia, terá menos lixo
  • Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados. A maioria ainda não é reciclada.
  • Prefira comprar em lojas que adotem práticas sócio-ambientais corretas.
  • Use tintas a base de água para pintar sua casa. Elas são menos tóxicas e menos poluentes.
  • Dê preferência a guardanapos e toalhas de pano ao invés de descartáveis.
  • Use os dois lados da folha de papel.
  • Imprima e-mails e documentos somente quando necessário.
  • Não pegue panfletos entregues na rua a não ser que esteja interessado nas informações. Se pegar, não jogue na rua depois de tê-lo lido.
  • Utilize calculadoras e lanternas que possam funcionar com energia solar ou dínamo. Desta maneira não é necessário usar pilhas.

Crescimento sustentável marca a produção de cana-de-açúcar brasileira

     O crescimento sustentável da produção de cana-de-açúcar, etanol e açúcar foi o foco das ações governamentais voltadas ao setor sulcroalcooleiro nos últimos oito anos. A criação de uma política que orienta a expansão da cana sob critérios ambientais e sociais e a ampliação do crédito para o setor em 770% estão entre os resultados apresentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem (dia 23/11/10) em Ribeirão Preto (SP). Lula fez um balanço das medidas de incentivo ao setor adotadas entre 2003 e 2010. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, participou da cerimônia.
     “Esses resultados mostram por que o Brasil é uma referência mundial na produção de etanol e açúcar. Temos uma cadeia produtiva com um olho na eficiência e outro na preservação ambiental”, afirma o ministro Wagner Rossi. “As ações do governo reforçaram o compromisso do Brasil em suprir a crescente demanda por biocombustíveis, sem competir com a produção de alimentos”, completou Rossi.
     O Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana), anunciado em 2009, estabeleceu diretrizes para a expansão sustentável da cultura. Novos empreendimentos no setor devem dar prioridade a áreas degradadas e excluir regiões com vegetação nativa e que estejam dentro dos biomas Amazônia, Pantanal e Bacia do Alto Paraguai. Além disso, as novas áreas de cana devem possuir declividade inferior ou igual a 12%, que permitem a mecanização e eliminam as queimadas na lavoura. O estudo pioneiro delimitou 64 milhões de hectares aptos ao plantio da cana, mais de seis vezes a área ocupada atualmente com a cultura, de cerca de oito milhões de hectares.
     Entre as safras 2003/2004 e 2010/2011 a produção de cana-de-açúcar destinada ao setor sulcroalcooleiro cresceu 82%, passando de 357 milhões de toneladas para 651 milhões. No período, a produtividade subiu 20%, saindo de 66 toneladas por hectares para 80 toneladas por hectare. A produção de etanol saltou de 12 bilhões de litros para 28 bilhões de litros (aumento de 94%) e a de açúcar passou de 22 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas (expansão de 53%). As exportações de etanol registraram crescimento de 402% entre 2003 e 2009, quando evoluíram de 60 milhões de litros para 3,2 bilhões de litros.

JORNAL DO COMÉRCIO - 24/11/10

Menos com LED

     Para diminuir seu consumo de energia e colaborar com a saúde do planeta, o Moinhos Shopping, em Porto Alegre, investe em tecnologia LED na decoração permanente da fachada. Os luminosos utilizados são da Elamp Luminescência, empresa incubada na Raiar da PUCRS, e substituíram a iluminação de neon. Em época de Natal, quando muitas luzinhas se espalham por aí, a economia com LED já faz a diferença.

Fonte: Zero Hora - 29/11/10

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hora de parar e pensar na cidade que se quer

Pensar na cidade que desejamos ter. Esse é o ponto chave para um grande grupo de arquitetos e engenheiros que se reuniu nos últimos dias em São Paulo e em Porto Alegre. O objetivo, além de aprimorar as construções e aproveitar melhor os recursos naturais, era refletir sobre o todo de uma cidade.
Em um complexo urbano formado por fatores históricos, culturais e individuais, a sustentabilidade chega como novo conceito. Ainda assim, para que seja incorporada por completo em um ambiente urbano, o engenheiro civil e professor da Escola Politécnica da USP, Alex Abiko, entende que é preciso que a sociedade esteja convencida da sua importância.
- Uma cidade é uma construção coletiva de todos que vivem nela.
No 3º Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável (SBCS10), que começou no dia 8 de novembro na sede da Amcham, em São Paulo, Abiko falou em um painel intitulado Sustentabilidade Habitacional Urbana. Pela primeira vez, discussões focadas em temas como o entorno dos edifícios, as habitações de interesse social e a mobilidade urbana tiveram destaque no evento.
Pensando que, em 2050, 60% da população mundial morará em cidades, o 54th IFHP World Congress 2010 Porto Alegre, escolheu as cidades do futuro como grande tema de discussão. Entre 14 e 17 de novembro, acadêmicos e profissionais estiveram reunidos para pensar como deixar nossas cidades mais justas e acessíveis, por exemplo.

Fonte: Zero Hora - 8/11/2010

O CO2 do seu dia a dia

Ficar em casa lanchando em frente à televisão. Essa é uma atividade que passa despercebida quando o tema é emissão de gás carbônico na atmosfera. Foi refletindo sobre essa cena que o relações públicas Rodrigo Lagreca decidiu elaborar um programa que possibilitasse quantificar as emissões no dia a dia das pessoas, levando a preocupação com a pegada de carbono, comum em grandes empresas, para a sala de casa.
Com a ideia na cabeça, Lagreca apresentou o início do projeto em um fórum de discussão na Behavior, Energy and Climate Change Conference (BECC), que ocorreu em Washington, nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Um dos poucos representantes do Hemisfério Sul no evento, o relações públicas sentiu o interesse dos pesquisadores americanos. Assim, ganhou força para levar o projeto adiante.
Com uma operação semelhante a de um software, o Home Carbon, que também terá uma versão Office para empresas, está sendo desenvolvido pela Evolva Projetos, dentro da Raiar, a incubadora de empresas da PUCRS.
Depois de um cadastro realizado de forma online, o plano é que cada pessoa possa saber quanto de carbono consome em diferentes atividades cotidianas. O cálculo é feito a partir do uso de energia elétrica e de recursos naturais para o funcionamento de determinado aparelho. O resultado vem em gramas de carbono por tempo de uso.
Usar o ventilador de teto durante uma hora, por exemplo, emite cerca de 3,69 gramas de carbono, de acordo com os cálculos do programa. Se um aparelho de som estiver ligado nessa mesma uma hora, mais 2,46 gramas de carbono irão direto para a atmosfera.
A ideia, no entanto, não é elaborar apenas um formulário de emissões. Com as informações, o software também sugere ações para a compensação.

Fonte: Zero Hora - 15/11/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ar-condicionado ecológico reduz consumo em 40%


Considerado uma tendência de consumo no mercado de climatizadores, os modelos de ar-condicionado que seguem uma linha ecológica começam a cair nas graças dos consumidores. De olho nessa demanda, a STR Ar Condicionado, empresa especializada em soluções de climatização, aposta nesses modelos que não prejudicam a camada de ozônio, não fazem barulho e reduzem em aproximadamente 40% as despesas com energia elétrica para aumentar a sua participação nesse segmento.
“Um aparelho ecologicamente correto utiliza gás refrigerante que não chega até a camada de ozônio. Os equipamentos com apelo sustentável desfazem a ideia de que o ar-condicionado é o principal vilão para o meio ambiente”, explica Adriana Cleto, arquiteta da empresa, acrescentando que as pessoas podem utilizar o ar resfriado sem deixar de lado a sustentabilidade.
Segundo a especialista, além dessa questão ambiental, o aparelho ecológico é o mais econômico. A estimativa é de que quem usa ar-condicionado por oito horas diárias gasta entre 90 KWh a 110 KWh por mês. Convertendo em reais, esse gasto equivale a aproximadamente R$50,00.
Com esses novos modelos que começam a ser disponibilizados, o gasto chega a ser de 40% a 50% menor. “Embora seja um equipamento mais caro que o convencional no ato da compra, a relação custo-benefício, a médio e longo prazos, é garantida”, observa. Segundo ela, o barulho intenso do compressor dos aparelhos comuns também é erradicado o equipamento.
A STR Ar Condicionado comercializa aparelhos de ar condicionados ecológicos há três anos. Fundada em 1991, está presente também em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Jornal do Comércio – 12, 13, 14 e 15/11/10

Plástico nocivo deve ser tirado de produtos


Na última semana, três grandes empresas alimentícias anunciaram esforços para banir o uso de bisfenol A (BPA) de suas embalagens.
A Nestlé se comprometeu a abolir o uso da substância nos próximos três anos.

Outros conglomerados – Heinz e General Mills – estão investindo em alternativas. O bisfenol A, componentes químico usado na confecção de alguns tipos de plástico e no revestimento interno de latas de comida e bebida, é contestado por organizações de consumidores e parte da comunidade científica, devido a riscos ao organismo.
Segundo endocrinologistas, nenhum estudo em humanos foi conclusivo sobre o aspecto nocivo da substância, mas há indícios de que sua composição possa causar alterações hormonais.
Pesquisas têm associado o contato com a substância a probabilidades maiores de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, puberdade precoce em crianças e queda de fertilidade em adultos. No dia 28 (outubro), foi publicado um estudo no periódico Fertility and Sterility que analisou 514 operários chineses por cinco anos. Aqueles com vestígios de BPA na urina apresentavam risco três vezes maior de produzir sêmen de pior qualidade.
Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica já vetaram o uso de bisfenol em mamadeiras e copos infantis. No Brasil, a Anvisa estabelece o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Segundo a Vigilância Sanitária, “dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população.”
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende a proibição do uso e, antes disso, a adoção de avisos nos rótulos de todos os produtos que contenham BPA.

No Brasil
  • A Nestlé do Brasil informou que pretende seguir as diretrizes da sede e que já iniciou estudos “que visam eliminar integralmente, em até três anos, o bisfenol das embalagens dos produtos.”
  • A Coca-Cola informou que as quantidades da substância usadas em seus produtos não oferecem risco à saúde, “conforme é consendo entre agências reguladoras da área de alimentos.”
  • No Senado, tramita projeto de lei para banir o uso do BPA em produtos infantis.

Fonte: Zero Hora – 07/11/10

Brasil recicla 98,2% das latas de alumínio vendidas no ano passado


O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas. Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas. Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal) e Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.
Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas. Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$1,3 bilhão. Desde total, R$382 milhões foram gerados só com o trabalho de coleta do material.
“Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do País”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo. Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes.

Fonte: Jornal do Comércio – 29/10/10

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Luz solar vira energia para a navegação

Motivados pela possibilidade de criar uma embarcação que não poluísse o ambiente, alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criaram um barco movido a energia solar. A equipe Vento Sul, inspirada em uma palestra na universidade, em abril de 2009, resolveu criar o Catamarã. A intenção era mostrar que um barco elétrico é viável, não polui e não precisa de manutenção constante. As placas fotoelétricas recebem a luz e repassam a um controlador de carga, que distribui ao motor e à bateria. Quando não há sol, o motor usa a energia armazenada na bateria.
O primeiro projeto, de fibra de vidro, material considerado pesado, venceu o Desafio Solar Brasil, competição que ocorreu em Paraty (RJ), em julho do mesmo ano. Com o fim das aulas, em 2009, alguns alunos se formaram, e a equipe foi reformulada. Com novos integrantes, vieram novas ideias e uma outra embarcação foi construída. Com custo de R$ 60 mil, financiados por empresas, veio o Guarapuvu.
- Precisávamos de um barco superior. Investimos em todas as tecnologias possíveis, trocamos o material da carcaça, que agora é fibra de carbono, muito mais leve - conta Tássio Simioni, estudante de Engenharia Química e coordenador da equipe.
Com a criação, o grupo de 20 estudantes estava pronto para participar do Frisian Solar Challenge, a competição mundial de barcos solares, que ocorreu em julho, na Holanda. Na seleção, dividida por classes, a equipe Vento Sul ficou na 17ª posição entre 26 competidores, mas ganhou destaque como embarcação mais leve e melhor equipe novata não europeia.
- Tivemos problemas técnicos por falta de testes, o que comprometeu a classificação. Mas ganhamos elogios, por aplicar técnicas diferenciadas.

Fonte: Zero Hora - 01/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dinheiro é reciclado no Pará

Antes que você proteste que os "verdes" estão indo longe demais, pode ficar tranquilo. É só depois de um bom tempo passando de mão em mão que as cédulas precisam ser retiradas de circulação. E é aí então que entra a reciclagem.
No Pará, um projeto firmado este mês quer transformar em adubo cerca de 11 toneladas de papel moeda retiradas de circulação e inutilizadas pelo Banco Central todo mês só na região Norte. Hoje, esse material é picotado e jogado em aterros sanitários, causando danos ao ambiente por ser constituído de metais pesados.
A ideia do projeto é transformar, inicialmente, o material em composto orgânico e distribuir aos pequenos produtores paraenses a partir do próximo ano.
A quantidade mensal de dinheiro inutilizado na região é suficiente para a produção de 17 toneladas do composto orgânico, feito a partir da mistura de cédulas trituradas (10%), restos de alimentos que eram jogados fora pela Central de Abastecimento do Pará (Ceasa), nitrogênio e hidrogênio.
Segundo a Universidade Rural da Amazônia (Ufra), análises realizadas no adubo feito com as cédulas identificaram mais de 10 nutrientes essenciais para a saúde humana, como fósforo e potássio, e uma baixa concentração de metais pesados, não apresentando riscos.

Fonte: Zero Hora - 25/10/2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Deixe a sacolinha em casa

     O lugar das necessidades dos pets é o lixo orgânico, mas enroladas em papel

     O destino no cocô dos cachorros. Esse foi o tema levantado na edição do Nosso Mundo Sustentável (ZH) de 11 de outubro. Convidados a participar de uma enquete no blog, os leitores deveriam escolher a melhor solução para os resíduos dos pets. Entre canteiros destinados apenas às fezes, a liberação dos canteiros que já existem ou o recolhimento dos dejetos com sacolinha, 73,33% dos internautas diz que as sacolas são a melhor opção.
     Em Porto Alegre, uma lei obriga os donos de animais a recolherem os resíduos deixados em locais públicos. Pensando nisso, contatamos especialistas para tentar encontrar uma solução bacana para todo mundo.
     Números da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimento para Animais de Estimação estimam que existam hoje 33 milhões de cachorros em todo o Brasil. Se metade dos cães brasileiros mora em apartamento, por exemplo, e, por isso precisa sair para passear e fazer cocô na rua, seus donos seriam responsáveis por um número significativo de sacolas plásticas em aterros sanitários.
     A veterinária Luciana de Almeida Lacerda, do Laboratório de Análises Clínicas da UFRGS, conta que o número de vezes que cães fazem cocô em um dia pode variar muito. A saúde e o condicionamento do animal, os hábitos do dono, o que o bichinho come e a frequência da alimentação estão entre os fatores que influenciam.
     Ainda assim, um cão de porte de médio, em geral, faz cocô duas vezes por dia. Fazendo os cálculos, as fezes de 16,5 milhões de cachorros – os que morariam em apartamento – recolhidos com sacola duas vezes por dia alcançaria o número absoluto de 33 milhões de sacolas diárias. Em um mês, os pets e seus donos seriam responsáveis por 990 milhões de sacolinhas em aterros sanitários – o destino mais comum para o lixo orgânico no país.

     Alternativa: papel facilita a decomposição
     Feitas em sua maior parte de material orgânico, as embalagens plásticas podem fazer com que o cocô, material orgânico, demore mais tempo para se decompor nos aterros sanitários. Além disso, a engenheira química e chefe da equipe de resíduos sólidos da Secretaria Municipal d o Meio Ambiente (Snam), Alessandra Pires, lembra que a melhor forma de facilitar a decomposição dos resíduos sólidos é separar com cuidado o lixo na sua origem. Por isso, recolher os resíduos com jornal ou pape pode ser uma solução interessante.

ZERO HORA - 25/10/10

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A embalagem subiu no telhado

Telhas mais leves e com menos passagem de calor. Essas duas características já seriam suficientes para optar por esse revestimento para o seu telhado. Quando o modelo é feito com material reutilizado e tem preço equivalente ao tradicional, então, restam poucas dúvidas.
Líder na produção de embalagens longa vida e preocupada com a cadeia da reciclagem, a Tetra Pak decidiu expandir sua cadeia pós-consumo em 1999. Além de dar uma nova função aos materiais, o desejo da empresa era criar renda e movimentar a economia. Foi assim que surgiram as placas de telhas produzidas a partir de uma mistura de plástico e de alumínio presente nas conhecidas caixinhas de leite ou suco. Antes, apenas o papel dessas embalagens era reutilizado pela indústria papeleira para confecção de papelão ondulado e caixas.
Os dados do Instituto de Pesquisas Tecnológicas indicam que as telhas feitas com antigas embalagens são mais duráveis e resistentes do que os modelos tradicionais, feitos de amianto e de fibrocimento. Além disso, elas reduzem a passagem do calor em 30%. Alguns modelos feitos a partir das embalagens podem ser até 25% mais baratos.
Hoje, cerca de 17 fábricas em todo o Brasil utilizam a mistura de plástico e alumínio para o desenvolvimento de placas rígidas. Em São Domingos, Santa Catarina, a Tecfort produz placas para palmilha de calçado com o papel que vem das caixinhas. O destino do alumínio e do plástico que sobra do processo é a fabricação das telhas. Todos os meses, entre 2,5 e 3 mil telhas são produzidas na indústria catarinense. A parceria já completou seis anos e, para Mauricio Batistella, da Tecfort, alcança o principal objetivo: vender.
- Conseguimos colocá-las no mercado com facilidade - reforça Batistella.

Fonte: Zero Hora - 25/10/2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sustentabilidade

A prefeitura de Porto Alegre deixará de consumir 700 toneladas de papel por ano. Isso equivale a 14 mil árvores não derrubadas.
Além de tornar virtual os processos da administração, a implantação do Sistema Eletrônico de Informação vai gerar uma economia de R$20 milhões anuais aos cofres públicos.
O gabinete de Planejamento Estratégico coordenará a mudança, que também deve dar mais transparência aos procedimentos administrativos.

ZERO HORA – 19/10/10

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um plano para aprender a consumir

O governo federal elaborou um plano com diretrizes para a produção e o consumo sustentável no país e, agora, quer saber a opinião da sociedade sobre o tema. Elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) prevê um conjunto de iniciativas para promover a adoção de padrões mais limpos sob o ponto de vista da preservação ambiental e a compra responsável de produtos.
A consulta pública sobre o plano vai até 11 de novembro, e o ministério está se desdobrando para chamar a atenção de todos os setores para mostrar que responsabilidade socioambiental da lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.
- Vamos convocar a sociedade. A ideia é sair da zona de conforto e agir imediatamente - afirma Samyra Crespo, secretária da Articulação Institucional e Cidadania ambiental.
As dificuldades em estabelecer novos padrões são reconhecidas pelo governo, mas a crença é que, com informações suficientes e produtos chegando às prateleiras dos supermercados a preços acessíveis e responsabilidade ambiental comprovada, as mudanças podem começar no curto prazo.

As prioridades do plano são:
> Educação para o consumo
> Construções sustentáveis
> Agenda ambiental na administração pública
> Varejo e consumo
> Compras públicas
> Aumento da reciclagem de resíduos sólidos

Leia a proposta em www.mma.gov.br/ppcs
Para dar sugestões, baixe no site o formulário e envie para ppcs@mma.gov.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Japoneses desenvolvem escova de dentes com energia solar

Os pesquisadores da Universidade de Saskatchenwan, no Japão, Kunio Komiyama e Gerry Uswak testam uma escova de dentes que não utiliza pasta, mas apenas ação abrasiva combinada com fluxo de elétrons para eliminar a placa bacteriana. Os cientistas estão reunindo cerca de 120 adolescentes que estejam dispostos a utilizar o protótipo em um teste.
A Solardey-33X é produzida pela empresa Shiken, que contratou os pesquisadores para investigar se a escova solar faz um trabalho melhor que escovas normais sem eliminar a placa. De acordo com os cientistas, o painel em sua base fornece energia para que elétrons sejam transportados até a cabeça da escova. Na boca, os elétrons reagem com pH ligeiramente ácido da saliva, quebrando a placa e matando bactérias. A Solardey-J3X consome a mesma quantidade de energia que uma calculadora solar e não requer nenhuma pasta dental.
Os cientistas testaram a ação da escova em culturas de bactérias responsáveis por doenças relacionadas às gengivas e demonstraram que a Soladey-J3X destruiu completamente os micro-organismos. Komiyama, no entanto, faz apenas uma ressalva sobre a nova escova: “Ela não funciona no escuro.”

Resíduos – A crescente e justificada preocupação ambiental tem alcançado deferentes níveis e este é mais um deles. Não precisar mais utilizar pasta para escovar os dentes pode gerar menos resíduos, diminuir o consumo de água e tudo isso utilizando energia renovável.

JORNAL O SUL – 13/10/10

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Onda Verde" X Lucratividade?

Que é crescente o apelo feito pelas organizações a novas formas de produção, novos materiais, e mesmo a novos valores em relação à estratégia verde é inegável.
O ponto nessa questão é que a maioria ainda é míope, enxergando apenas o benefício da imagem ecologicamente correta. De fato, ao primeiro sinal de épocas difíceis, os primeiros cortes são feitos na maioria das vezes nos projetos ambientais.
Entretanto, enganam-se as empresas que acham que produção sustentável e lucratividade não caminham juntas. Ao contrário, muito da produção sustentável passa por inovação, abrindo caminho em mercados antes não atingidos, e aumentando a percepção de valor pelos clientes.
Owens-Ilinois(O-I) e Verallia, empresas de embalagens, encontraram uma solução ecônomica e ambientalmente correta para a produção de garrafas de vidro para a indústria de vinho. Modificando a forma da garrafa em alguns pontos, o peso passou de 500 gramas para 370 gramas por garrafa, o que eliminou em 15% a emissão de CO² e em média 5% no custo do frete das fabricantes de vinho, que é por peso. Já está sendo utilizado por grandes nomes, como Salton.
Outro caso prático é da empresa Telhas Leves, de Manaus. Seu fundador pesquisou por dois anos formas de utilizar plástico reciclado para a criação de telhas, e então obteve sucesso. As telhas plásticas pesam 10% de uma de mesmo tamanho feita de barro, e a durabilidade varia entre 2 a 5 vezes a vida útil de uma de barro. O custo é 2 vezes e meia maior que a telha comum, porém a estrutura necessária para suportar o peso cai para 25% do valor necessário para aguentar as telhas de barro, sendo imensamente vantajoso em termos ecoñômicos.
Mais um exemplo é da empresa gaúcha Fitolog, que patenteou uma forma verde de tratamento de pallets (aquelas bases de madeira utilizada por empilhadeiras). As demais empresas, utilizam ainda brometo de metila, que devido às suas propriedades, espera-se que seja proibido em breve.
Vendo esses exemplos fica claro que é viável para organizações abraçarem de vez a questão da sustentabilidade, sem com isso fugir do seu cerne capitalista.

Os linsks utilizados para o post são os seguintes:
www.protec.org.br/noticias.asp?cod=5923
www.protec.org.br/noticias.asp?cod=5094

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O futuro no caminho do polipropileno verde

Depois de desvendar a fórmula exata para produzir em escala industrial o polietileno 100% renovável, a Braskem investe agora na versão verde de um outro polímero, com um nome semelhante e centenas de aplicações.
Trata-se do polipropileno verde – ou PP verde –, uma resina ainda mais resistente a impactos, ideal para revestir peças de veículos e eletrodomésticos.
Disposta a tornar realidade a produção em grandes proporções do PP verde e a ampliar ainda mais o leque de produtos sustentáveis, a Braskem afirmou convênio de R$9 milhões com a Unicamp e com a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) em 2008. Desde então, pesquisadores trabalham para encontrar a maneira mais barata e eficaz de tornar o projeto realidade.
Para acelerar o processo, no início deste mês, a Braskem anunciou uma nova parceria. Desde o dia 1º
, estudiosos da empresa e da Unicamp contam com a estrutura e o conhecimento dos cientistas do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (LNBio), em Campinas.
- Estamos procurando uma nova tecnologia, que seguramente será uma ruptura de paradigmas – afirma o diretor de Competitividade e Inovação da Divisão de Polímeros da Braskem, Antônio Queiroz.
O desafio imposto nada tem de modesto. Há dois anos, segundo o professor Gonçalo Guimarães Pereira, chefe do Departamento de Genética da Unicamp,  os cientistas isolam microorganismos vivos e alteram seus genes para que possam produzir propeno – cujas moléculas compõem o polipropileno.
- Com a ajuda da biotecnologia, estamos criando novos organismos com a capacidade de fazer produtos renováveis que a natureza, até então, não era capaz de fazer – explica Pereira.
A expectativa da Braskem é que, em até cinco anos, o processo esteja desvendado e possa ser, finalmente, aplicado em escala industrial.

As aplicações
O polipropileno é uma resina cujas características são o baixo custo, a alta resistência ao impacto e à fratura por flexão ou fadiga, e a facilidade de colocação e moldagem. É encontrada em produtos da linha branca, em partes internas e externas de carros, material de construção civil, brinquedos, copos descartáveis, canetas esferográficas, recipientes para alimentos e remédios, entre outros.

O polipropileno verde (PP verde)
Embora seja possível obter polipropileno verde por meio de processos químicos e bioquímicos, os custos ainda são considerados muito altos. Para descobrir uma forma de produzir a resina em escala industrial, a baixo custo e com alta eficiência, a Braskem fechou parcerias com universidades, empresas e laboratórios. O processo ainda está em desenvolvimento.

ZERO HORA - 20/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Reuso da água: solução ambiental e econômica - Tairi Tonon Gomes

Siderurgia Brasil — Edição 55
Uma prática cada vez mais adotada no setor metalúrgico, o reuso da água racionaliza os custos e melhora a imagem das empresas ante a sociedade.
Tairi Tonon Gomes*
Nunca na história da indústria a questão ambiental esteve tão presente. Produzir utilizando a menor quantidade de recursos naturais, não agredir o meio ambiente e adotar práticas de sustentabilidade são requisitos impostos pelo mercado. A adoção de Sistemas de Gestão Ambiental não é mais uma questão isolada, é uma atitude de sobrevivência.
O foco das ações que as indústrias precisam adotar está na resolução dos principais impactos ambientais que ocasionam. Por exemplo, as indústrias siderúrgicas e metalúrgicas são exemplos de atividades que utilizam intensivamente recursos hídricos e energéticos. No Brasil, os recursos energéticos têm uma ampla base de crescimento, apoiados numa matriz de fonte renovável e limpa (hidrelétricas). Mas os recursos hídricos, por mais abudantes que sejam, já estão apresentando forte escassez.
A demanda pela água tratada e potável é um fato notório. O “reuso” torna-se um componente importante no planejamento, desenvolvimento e utilização dos recursos hídricos, representando um potencial emergente que visa à racionalização do uso daquele que é considerado um bem finito e dotado de valor econômico.
O termo água de reuso passou a ser utilizado com mais frequência na década de 80, quando as águas de abastecimento foram se tornando cada vez mais caras, onerando o produto final no processo de fabricação. Como o preço do produto, ao lado de sua qualidade, é o fator determinante para o sucesso de uma empresa, passou-se então a procurar uma solução para o problema. Desta forma, o reaproveitamento dos efluentes aumentou signitivamente, visando à redução dos custos.
É importante enfatizar que as opções de reuso só devem ser consideradas após a implantação das opções de redução do consumo de água. Para a prática adequada do reuso, deve ser identificada a qualidade mínima da água necessária para um determinado processo ou operação industrial (balanço hídrico). Para realizar o reuso de água, é necessário adotar tratamentos que garantam níveis mínimos de qualidade. Atualmente, existe a norma NBR 13.969, que define os padrões e usos para essas águas.
Adoção do Programa de Reuso na Decapagem
Na indústria metalúrgica, os maiores demandantes de água são os setores de decapagem, laminação, revestimento e sistemas de resfriamento. Por exigir uma qualidade inferior nos parâmetros de água, a área da decapagem é um dos poucos departamentos possíveis de identificar oportunidade para a redução do consumo de água, e adoção da água de reuso, especificamente na operação de lavagem de chapas ao final da operação de imersão em solução ácida.
O principal objetivo dos processos de tratamento de superfícies é o de conferir maior vida útil às chapas metálicas retardando os processos corrosivos aos quais estas estão sujeitas. Dependendo do material que compõe a chapa metálica, do tipo de recobrimento a ser aplicado e do uso a que se destina, podem ser empregados, basicamente, dois tratamentos para preparo prévio da superfície: decapagem ácida e fosfatização.
Em função da área e da quantidade de peças a serem tratadas, esses processos empregam volumes elevados de água e geram quantidades apreciáveis de resíduos sólidos e efluentes líquidos. A captação, tratamento e a utilização de grandes volumes de água no processo industrial resultam num consumo maior de produtos químicos com a geração de maior quantidade de resíduos sólidos e efluentes líquidos nas Estações de Tratamento de Água (ETAs), e nas Estações de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEs). Com a redução a níveis críticos das reservas de água dos mananciais, o aumento constante do nível de contaminação desses mesmos mananciais e a demanda cada vez mais crescente por este importante recurso natural, torna-se imperiosa a busca por soluções e alternativas.
Essas soluções são encontradas na implantação de um sistema de reuso de água, além da adoção de um Sistema de Gestão Ambiental. Como resultado dessas medidas, em diversas indústrias encontrou-se a redução de 29% no volume total de água consumida, a redução de 20% na quantidade de resíduos sólidos gerados e uma redução de custos que, projetada por um período de um ano, representa uma economia de aproximadamente R$ 509.000,00.
Em termos econômicos, a implantação de um sistema de reuso de água apresenta indicadores financeiros muito interessantes, tendo o retorno do investimento em menos de dois anos. E em termos ambientais, a adoção desse sistema representa a sustentabilidade da empresa perante o meio ambiente e a opinião pública, que cada vez mais tende a olhar positivamente para as empresas “amigas do meio ambiente”.
*Tairi Tonon Gomes é economista graduado pela Unicamp, com atuação na EcoEco – Unicamp. Assessorou pesquisas na área de resíduos sólidos da Brasil Ambiente e tem capacitação pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para desenvolver projetos de crédito de carbono.

http://www.siderurgiabrasil.com.br/novosb/component/content/article/141-materias55/1461-reuso-da-agua-solucao-ambiental-e-economica-tairi-tonon-gomes

Postado por Eduardo Sperk

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papel sintético ecológico pode se tornar solução ambiental

Foi assinado ontem (14/09), em São Carlos, na região de Ribeirão Preto (SP), o contrato de licenciamento do papel sintético ecológico (de plástico reciclado, inédito no mundo), uma tecnologia desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) por mais de dez anos. A Vitopel, que participou das pesquisas, vai comercializar o produto em escala industrial, pelo contrato de cooperação firmado com a universidade. O invento poderá se tornar uma solução ambiental. A empresa investiu R$ 4 milhões no projeto na fase industrial.
A patente do produto pertence à universidade e à empresa e o papel ecológico que ganhou a denominação Vitopaper. A UFSCar receberá royalties da empresa, mas o valor não é divulgado pelas partes. “É um produto efetivo e a sociedade irá aproveitar e utilizar, pois é o sucesso do processo de inovação”, diz o diretor da Agência de Inovação da UFSCar, Paulo Ignácio Fonseca de Almeida. Ele diz que cerca de 100 mil livros didáticos de informática foram impressos e repassados à Escola Paula Souza, em contrato com a Fundação Anchieta.
Segundo o diretor industrial e de tecnologia da Vitopel, Sérgio Fernandes, a prioridade é a indústria gráfica, tanto para livros didáticos quanto produtos promocionais (como agendas para brindes entre outros). O livro “Para onde nós vamos? Os roteiros de viagem da família Müller”, uma aventura ecológica, foi o primeiro publicado usando o Vitopaper, já há alguns meses. Esse produto pode ser impresso com tinta solvente ou emulsão aquosa e destina-se à fabricação de embalagens para DVDs, outdoors, etiquetas, rótulos, mapas, manuais, agendas, envelopes, cartões, catálogos e livros entre outros itens.
A professora do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar, Sati Manrich, que coordenou o projeto, lembra que os testes em planta-piloto foram satisfatórios. Ela aposta que o produto substituirá o papel de celulose, mesmo o reciclado, que é mais poluente e também usa mais água. “Com uma caneta esferográfica é mais fácil escrever no papel sintético de plástico reciclado, pós-consumo, do que em um papel comum de celulose”, afirma Santi.
A pesquisa começou em 1996, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e o papel sintético pode durar duas vezes mais que o tradicional. O material de plástico reciclado é triturado e submetido a um tratamento químico desenvolvido pelos pesquisadores. O resultado é a produção de uma película de alta qualidade.

JORNAL DO COMÉRCIO – 15/09/2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Empresas devem considerar impactos sociais e ambientais

     A crescente preocupação com a sustentabilidade colocou o verbete como uma prioridade para as empresas. Ontem (13/09/10), em palestra promovida pela associação Lide Sul, o presidente da fabricante de embalagens Tetra Pak, Paulo Nigro, afirmou que apenas as companhias que levarem em conta os impactos ambientais e sociais poderão seguir competitivas.
     “A atividade empresarial precisa ser feita atenta aos impactos sociais e ambientais, embora sempre tendo a preocupação da viabilidade econômica”, disse. Ele lembrou que 55% dos consumidores afirmam já terem tomado atitudes para contribuir com a sustentabilidade, o que amplia as cobranças para que as organizações façam o mesmo.
     O acúmulo de lixo nas grandes cidades se torna um problema que precisa ser combatido, a as empresas têm seu papel nesta batalha, No caso da Tetra Pak, os esforços na área de sustentabilidade estão em organizar e estimular a cadeia seletiva, o que além de gerar matéria-prima para a formação de novos produtos gera emprego e renda.
     “Apenas 6% do lixo produzido nas cidades são reaproveitados. Estamos enterrando dinheiro por não possuirmos uma estrutura e uma legislação de coleta seletiva”, lamentou.
     A Tetra Pak foca seus esforços em melhorar o desempenho dos centros de coleta, treinando mão de obra e fornecendo material para sua atividade. Anualmente, doa 100 prensas a centros de reciclagem. Uma boa notícia foi a criação de um marco regulatório para o setor, com a Lei dos Resíduos Sólidos. “Esta legislação irá nos tirar da idade medieval na coleta de resíduos”, disse Nigro.

JORNAL DO COMÉRCIO - 14/09/2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Todo o papel que recebemos

Tem muita coisa que chega até as nossas mãos contra a nossa vontade. E grande parte disso é papel que vai para o lixo. Recebemos um anúncio de uma escola sem ter filhos em casa. A divulgação de um apartamento quando já compramos o nosso ou o telefone da entrega de botijões mesmo com gás encanado no prédio. Em tempos de campanha eleitoral, o problema aumenta. Sem falar nas contas e boletos a pagar. E o resultado disso é uma caixa de correios lotada de mais papel sem função jogado fora.
Nesse sentido, alguns setores já se organizam e estão mudando a forma de pensar o papel que chega até a sua casa. Diferentes operadoras de celular não discriminam todas as ligações junto da fatura e ainda dispensam o envelope, já que a própria conta, enrolada, cumpre a função. Os clientes da operadora Vivo que optam por conferir suas ligações no site também ganham pontos que, no futuro, podem se transformar em novos aparelhos. O programa Conta Online começou no segundo semestre de 2008 e já tem mais de 3,5 milhões de clientes cadastrados.
A grande ideia defendida por quem está engajado em reduzir o uso de papel é a possibilidade de escolher, não dispensar seu uso por completo. O projeto desenvolvido pela rede bancária com colaboração da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não visa apenas a menor distribuição de papel. O Débito Direto Autorizado (DDA) quer maior segurança no pagamento de boletos através de um sistema que já interliga, por meio de uma linguagem comum, mais de 130 bancos e 5 milhões de pessoas em todo o Brasil. Para o funcionamento completo do DDA, é necessário que cada pessoa se cadastre e decida quais despesas deseja pagar de forma eletrônica com registro. Na outra ponta, imobiliárias, escolas privadas ou redes de serviço também precisam estar cadastradas. Desde o final de 2009, quando o programa começou, mais de 150 milhões de documentos foram pagos por meio do DDA. No futuro, Walter Pinto de Faria, diretor adjunto de Serviços da Febraban, quer que o projeto alcance cobranças como as de água, luz e telefone.

Pequenas ações podem fazer a diferença em meio a tantos papéis:

> Você sabia que é permitido cancelar a sua via do comprovante de uma compra feita com cartão de crédito ou débito? Aquele quadradinho amarelo ou azul enche a sua carteira e nem sempre tem função. Se você não tem o hábito de conferir compra a compra, cancelar pode ser uma boa ideia.

> Também é possível dizer não para um folheto que você não deseja. Pegar a publicidade de um curso de culinária que você já fez e jogar na lixeira pode fazer com que alguém que quer aprender a cozinhar não fique sabendo do curso.

> Para quem aceita o folheto apenas porque quer ajudar o entregador, a professora de comunicação social na ESPM-SP Elisa Rodrigues Larroudé acredita que a mídia exagerada e mal pensada não pode ser justificada porque emprega pessoas:
- É preciso pensar no impacto de forma sistêmica. Quer distribuir folhetos? Então poderia pagar pelo impacto, arcando com a sujeira que fica jogada nas ruas, por exemplo.

Fonte: Zero Hora - 30/08/2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Congresso debate sustentabilidade com destaque para utilização de biomassa

Com o objetivo de promover a sustentabilidade em toda a cadeia de produção do setor de celulose e papel, o 43º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, que acontece entre os dias 4 e 6 de outubro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, terá entre os destaques técnicos as mesas-redondas sobre a eficiência energética e o inventário setorial de carbono, entre outros temas importantes. Outra novidade na programação é o Seminário Internacional sobre Biorrefinaria, que vai debater a utilização da biomassa na indústria de celulose.
Em 2008, o Brasil possuía 45,4% de sua matriz energética calcada em recursos renováveis, enquanto a média mundial era de 12,9%. Isso faz do país líder mundial de energias limpas, tendo como exemplo a tecnologia flex, a energia obtida a partir de biomassa e o biodiesel. “É importante se ter em mente que avanços na eficiência energética da indústria brasileira trazem não só a redução no consumo de energia, mas também ganhos ambientais e de competitividade”, ressalta Afonso Moraes de Moura, gerente-técnico da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
Na outra mesa-redonda será apresentado o inventário setorial de carbono, trabalho concluído pela ABTCP recentemente. “Esse inventário será fundamental para a padronização da metodologia dos inventários das empresas, caracterização das emissões e remoções de CO2, além de subsidiar as mitigações das políticas de mudança do clima”, acrescenta Moura.
Pela primeira vez a ABTCP incluiu no programa do congresso um seminário internacional exclusivamente dedicado à biorrefinaria na indústria de celulose. O evento reunirá técnicos e executivos para discutir e compartilhar informações sobre oportunidades de negócios e novas tecnologias relacionadas ao uso de biomassa para a produção, por exemplo, de biocombustíveis.   

JORNAL DO COMÉRCIO - 08/09/2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dicas para ter um escritório sustentável

O informativo da empresa gaúcha AST Facilities traz dicas para um escritório sustentável:
- prefira copos reutilizáveis em substituição aos descartáveis
- se você imprimiu algo errado, não jogue a folha no lixo. Use-a como rascunho ou anotações.
- cultive plantas em seu ambiente de trabalho.
- utilize monitores com tela de cristal líquido, que economiza em até 40% o gasto de energia.
- você sabia que cada cartucho de impressora requer o uso de 5 litros de petróleo em sua fabricação e demora cerca de 50 anos para se degradar? Opte por cartuchos reciclados.
- ao substituir computadores, eletroeletrônicos e celulares, lembre-se que conhecidos, instituições de ensino, ONGs e bazares beneficentes podem usar o material.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Elevador de baixo custo

Para fazer com que o subir e o descer dos elevadores tenha um impacto menor no planeta, a Thyssen Krupp Elevadores decidiu inovar. Os novos modelos comercializados pela companhia não têm engrenagem em suas máquinas, portanto não necessitam de óleo durante a manutenção.
Enquanto isso, o resíduo queimado recolhido de modelos antigos é separado e encaminhado para a reciclagem junto de produtos como estopas, vasilhames, graxas e solventes.
A unidade da Thyssen em Santa Catarina, por exemplo, encaminha para a reciclagem cerca de 300 quilos de resíduos do processo de manutenção todos os meses.
Além disso, pensando na economia de energia, a área de engenharia da Thyssen Krupp desenvolveu um modelo de lâmpadas de LED livre de metais pesados como o chumbo. Instaladas nas cabines dos elevadores, as lâmpadas de LED economizam até 30% de energia em relação aos modelos convencionais, além de emitir 82% menos CO2 na atmosfera.
O objetivo das mudanças é tornar mais sustentável o ciclo dos elevadores. Há 16 anos, a empresa conta com coleta seletiva, e hoje, 100% dos resíduos da fábrica são reciclados. Em um mês, o total de resíduos da Thyssen encaminhados para a reciclagem soma 8 toneladas. São mais 750 mil litros de líquidos que passam pela estação de tratamento da empresa todos os dias.

Fonte: Zero Hora - 30/08/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Evento em SP fala sobre sustentabilidade

O evento aconteceu em São Paulo no dia 5de agosto de 2010, e trazia como principal atração o professorde Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Surrey, Reino Unido e autor do livro "Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito", Tim Jackson. Ele fala sobre como se desenvolver com recursos finitos que existem em nosso planeta de maneira sustentável.
segue o link, com os principais acontecimentos do evento.

http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade/

Eduardo Sperk Neto

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Telhado Verde - A Proposta do Ecotelhado

Imersos em um ambiente carente de fornecedores, o engenheiro civil Paulo Renato Guimarães, de 51 anos, e o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, de 54 anos, encontraram espaço para inovar. Ao unirem suas habilidades à crescente demanda por produtos sustentáveis, os dois empreendedores criaram um novo produto: o Ecotelhado.
Trata-se de um módulo de concreto leve coberto de vegetação que é colocado por cima dos telhados de casas e edifícios.“Queríamos aproveitar a maior demanda do setor com um produto que correspondesse às preocupações relacionadas ao aquecimento global”, diz Guimarães.

O novo telhado, que começou a ser comercializado em 2005, funciona como um isolante térmico, retardando o aquecimento dos ambientes durante o dia e conservando a temperatura durante a noite. Além de isolar o calor, o Ecotelhado também absorve cerca de 30% da água da chuva, reduzindo a possibilidade de enchentes nas cidades. Apesar de ser uma empresa nova, a Ecotelhado já está presente em mais de 200 empreendimentos em Porto Alegre.

Na metade do ano passado, a empresa entrou nos mercados de Santa Catarina e São Paulo, por meio de representações comerciais. A novidade despertou interesse de grandes clientes, como Cyrela e Goldstein. A construtora paulista Esfera, especializada na construção de empreendimentos sustentáveis, pretende colocar o Ecotelhado em todos os seus próximos projetos.Para continuar crescendo, a empresa — que está faturando 1 milhão de reais por ano e atua apenas no Sul e no Sudeste — está desenvolvendo uma variação do Ecotelhado específica para a Região Nordeste.

O novo sistema traz embutido uma espécie de reservatório de água, o que permitirá instalar o telhado em regiões de clima mais seco.No longo prazo, Guimarães acredita que pode ganhar mercado com as mudanças na legislação que regula os empreendimentos em algumas cidades, como Porto Alegre. “A tendência é que as prefeituras exijam um mínimo de área permeável para evitar o efeito devastador das chuvas, como já acontece na Europa”, diz.“O potencial de crescimento desse mercado é enorme.”

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Brasil e China devem fabricar biocombustíveis na África

     O Brasil prepara parceria com a China para fabricar biocombustíveis na África, a exemplo do que já faz com Estados Unidos e Europa, e a produção deve ser totalmente voltada para o mercado chinês, afirmou o diretor do departamento de energia do ministério de relações exteriores, André Lago.
     "As conversas já foram iniciadas. O Brasil sabe das responsabilidades em relação à África e tem procurado chamar outros países para desenvolver o continente", afirmou Lago após participar do seminário Mudanças Climáticas e Tecnologia Inovadoras para Energia, promovido pela COOPE/UFRJ.
     A China pretende dobrar, nos próximos anos, a geração das chamadas novas energias, como biocombustíveis, a solar e a eólica. Com o projeto da África, o país asiático pretende emitir créditos de carbono para compensar a emissão de gases, cada vez maior diante do forte crescimento. O diretor do departamento de energia disse que ainda não há definição sobre o país e qual projeto será instalado na África.
     O ministra Samuel Pinheiro Guimarães (secretaria de assuntos estratégicos) disse considerar a China um dos principais parceiros do País, pelo fato de ser um dos maiores produtores de ciência e tecnologia do mundo. Ressaltou que o Brasil vem desenvolvendo parcerias no setor energético com diversos países.
     "Eles têm preocupação grande, têm emissões importantes de gases, por causa da utilização do carvão. Temos possibilidade de cooperação muito forte com outros países, inclusive com a China", observou.

JORNAL DO COMÉRCIO - 24/08/2010

Postado por Andréia Fürstenau

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Verde invade o varejo

Lojas eco multiplicam-se no setor varejista e se transformam em ponto estratégico para estimular o consumo consciente.
Uma loja aconchegante, com mais espaço e menos consumo de energia, é compartilhada pelas redes de supermercado que já inauguraram suas lojas ecoeficientes no Brasil.
O Grupo Pão de Açúcar abriu seu primeiro empreendimento verde em 2008, em Indaiatuba (SP). O sucesso foi tão grande que uma loja nos mesmos moldes chegou à São Paulo no final de 2009. A preocupação com o impacto no ambiente começou desde a obra. Certificadas com o selo de construção sustentável LEED, as duas filiais têm uma redução do consumo de água e de energia que atinge os 30% ao mês. Com uma grande variedade de produtos orgânicos nas prateleiras de madeira certificada, as lojas verdes do Pão de Açúcar chegam a vender até três vezes mais esses produtos do que as convencionais. A gerente de sustentabilidade do grupo, Ligia Korkes, conta que a ideia de ter lojas-modelo funciona como um marco do comprometimento com a redução do impacto. Já com sete filiais ecoeficientes , em São Paulo e no Rio, o Walmart Brasil quer ir além. As ações aplicadas inicialmente no Rio, como uso de paredes verdes, placas de energia solar e pneus triturados na composição de calçadas devem se estender para as novas construções da rede.
Outra empresa que investe no setor é a C&A, que inaugurou sua primeira loja eco no Brasil, e a segunda no mundo, no final do ano passado, em Porto Alegre. A C&A Eco conta com várias ações para reduzir o consumo de água e de energia como telhado verde e painéis solares. O destaque na área de compras fica por conta do Espaço Cliente, que reúne coleções sustentáveis da marca, como camisetas de algodão orgânico e chinelos de pneu reciclado e informação exclusiva sobre atitudes que reduzem o impacto no planeta.

Fonte: Zero Hora - 16/08/2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sustentabilidade nas gôndolas

Neste século XXI os consumidores, e por consequência as empresas, têm demonstrado uma preocupação cada vez maior com as questões ambientais. O consumo consciente tem se revelado como uma boa opção de negócios e a estratégia para atingir este público é a aposta na sustentabilidade. No setor varejista, estas mudanças podem ser vistas no armazenamento, manipulação e conservação de produtos, que aliados à preocupação com o meio ambiente têm gerado transformações estruturais nas empresas. Recentes pesquisas mostram que grande parte das organizações já possui um gestor de sustentabilidade e considera o tema muito importante. Esses profissionais, no entanto, geralmente dividem seu tempo com outras atividades ligadas aos setores de RH, marketing, administrativo ou meio ambiente, não podendo dedicar 100% do seu tempo ao assunto. Ainda assim, 78% afirmam tomar ações concretas sobre sustentabilidade da embalagem. Para serem consideradas sustentáveis, as embalagens precisam preencher alguns requisitos da Associação Brasileira da Embalagem (Abre). Entre eles estão a produção ideal de embalagem x produto, otimizando o peso específico; equilíbrio na distribuição do produto, minimizando o desperdício; reaproveitamento do material; inexistência de efeitos indesejáveis ao meio ambiente. Apesar de a discussão sobre o tema ainda ser recente, as mudanças no setor já começaram a aparecer. As empresas que apostam na área estão buscando estas qualificações e começam a oferecer uma gama de produtos diferenciados. A maioria das embalagens que estão hoje no mercado já atendem a akguns requisitos de sustentabilidade como otimização do seu peso específico, possibilidade de reciclagem ou reaproveitamento de seu material, entre outros aspectos. Cada vez mais as questões ambientais e o conceito de sustentabilidade farão parte de nossas vidas. Vale abraçar a causa e fazer o melhor que podemos para possibilitar uma vida em harmonia com a natureza.

Presidente da Associação Latino-Americana de Supermercados

Postado por: Andréia Fürstenau