sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Plástico nocivo deve ser tirado de produtos


Na última semana, três grandes empresas alimentícias anunciaram esforços para banir o uso de bisfenol A (BPA) de suas embalagens.
A Nestlé se comprometeu a abolir o uso da substância nos próximos três anos.

Outros conglomerados – Heinz e General Mills – estão investindo em alternativas. O bisfenol A, componentes químico usado na confecção de alguns tipos de plástico e no revestimento interno de latas de comida e bebida, é contestado por organizações de consumidores e parte da comunidade científica, devido a riscos ao organismo.
Segundo endocrinologistas, nenhum estudo em humanos foi conclusivo sobre o aspecto nocivo da substância, mas há indícios de que sua composição possa causar alterações hormonais.
Pesquisas têm associado o contato com a substância a probabilidades maiores de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, puberdade precoce em crianças e queda de fertilidade em adultos. No dia 28 (outubro), foi publicado um estudo no periódico Fertility and Sterility que analisou 514 operários chineses por cinco anos. Aqueles com vestígios de BPA na urina apresentavam risco três vezes maior de produzir sêmen de pior qualidade.
Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica já vetaram o uso de bisfenol em mamadeiras e copos infantis. No Brasil, a Anvisa estabelece o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Segundo a Vigilância Sanitária, “dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população.”
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende a proibição do uso e, antes disso, a adoção de avisos nos rótulos de todos os produtos que contenham BPA.

No Brasil
  • A Nestlé do Brasil informou que pretende seguir as diretrizes da sede e que já iniciou estudos “que visam eliminar integralmente, em até três anos, o bisfenol das embalagens dos produtos.”
  • A Coca-Cola informou que as quantidades da substância usadas em seus produtos não oferecem risco à saúde, “conforme é consendo entre agências reguladoras da área de alimentos.”
  • No Senado, tramita projeto de lei para banir o uso do BPA em produtos infantis.

Fonte: Zero Hora – 07/11/10

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