“Esses resultados mostram por que o Brasil é uma referência mundial na produção de etanol e açúcar. Temos uma cadeia produtiva com um olho na eficiência e outro na preservação ambiental”, afirma o ministro Wagner Rossi. “As ações do governo reforçaram o compromisso do Brasil em suprir a crescente demanda por biocombustíveis, sem competir com a produção de alimentos”, completou Rossi.
O Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana), anunciado em 2009, estabeleceu diretrizes para a expansão sustentável da cultura. Novos empreendimentos no setor devem dar prioridade a áreas degradadas e excluir regiões com vegetação nativa e que estejam dentro dos biomas Amazônia, Pantanal e Bacia do Alto Paraguai. Além disso, as novas áreas de cana devem possuir declividade inferior ou igual a 12%, que permitem a mecanização e eliminam as queimadas na lavoura. O estudo pioneiro delimitou 64 milhões de hectares aptos ao plantio da cana, mais de seis vezes a área ocupada atualmente com a cultura, de cerca de oito milhões de hectares.
Entre as safras 2003/2004 e 2010/2011 a produção de cana-de-açúcar destinada ao setor sulcroalcooleiro cresceu 82%, passando de 357 milhões de toneladas para 651 milhões. No período, a produtividade subiu 20%, saindo de 66 toneladas por hectares para 80 toneladas por hectare. A produção de etanol saltou de 12 bilhões de litros para 28 bilhões de litros (aumento de 94%) e a de açúcar passou de 22 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas (expansão de 53%). As exportações de etanol registraram crescimento de 402% entre 2003 e 2009, quando evoluíram de 60 milhões de litros para 3,2 bilhões de litros.
JORNAL DO COMÉRCIO - 24/11/10
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