quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Telhado Verde - A Proposta do Ecotelhado

Imersos em um ambiente carente de fornecedores, o engenheiro civil Paulo Renato Guimarães, de 51 anos, e o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, de 54 anos, encontraram espaço para inovar. Ao unirem suas habilidades à crescente demanda por produtos sustentáveis, os dois empreendedores criaram um novo produto: o Ecotelhado.
Trata-se de um módulo de concreto leve coberto de vegetação que é colocado por cima dos telhados de casas e edifícios.“Queríamos aproveitar a maior demanda do setor com um produto que correspondesse às preocupações relacionadas ao aquecimento global”, diz Guimarães.

O novo telhado, que começou a ser comercializado em 2005, funciona como um isolante térmico, retardando o aquecimento dos ambientes durante o dia e conservando a temperatura durante a noite. Além de isolar o calor, o Ecotelhado também absorve cerca de 30% da água da chuva, reduzindo a possibilidade de enchentes nas cidades. Apesar de ser uma empresa nova, a Ecotelhado já está presente em mais de 200 empreendimentos em Porto Alegre.

Na metade do ano passado, a empresa entrou nos mercados de Santa Catarina e São Paulo, por meio de representações comerciais. A novidade despertou interesse de grandes clientes, como Cyrela e Goldstein. A construtora paulista Esfera, especializada na construção de empreendimentos sustentáveis, pretende colocar o Ecotelhado em todos os seus próximos projetos.Para continuar crescendo, a empresa — que está faturando 1 milhão de reais por ano e atua apenas no Sul e no Sudeste — está desenvolvendo uma variação do Ecotelhado específica para a Região Nordeste.

O novo sistema traz embutido uma espécie de reservatório de água, o que permitirá instalar o telhado em regiões de clima mais seco.No longo prazo, Guimarães acredita que pode ganhar mercado com as mudanças na legislação que regula os empreendimentos em algumas cidades, como Porto Alegre. “A tendência é que as prefeituras exijam um mínimo de área permeável para evitar o efeito devastador das chuvas, como já acontece na Europa”, diz.“O potencial de crescimento desse mercado é enorme.”

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