segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Brasil é o segundo país em consumo sustentável

Repetindo a colocação do ano passado, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Índia, na pesquisa Greendex 2009 que consultou consumidores de 17 países do mundo, afim de medir o seu comportamento em relação ao meio ambiente. Os estudos foram realizados pela National Geographic Society, em conjunto com o instituto de pesquisas GlobeScan, e divulgados nesta quinta-feira.

Para a avaliação foram levados em conta os critérios de tipo de habitação, gastos energéticos, alimentação e transporte dos habitantes consultados, além de conservação, redução da produção de lixo e proteção dos recursos naturais locais.

No quesito alimentação o Brasil teve o seu pior desempenho, ficando em 16º lugar. O baixo rendimento é devido à alta taxa de consumo de carne de vaca (60% das pessoas come mais de uma vez por semana), além de os brasileiros serem os que menos se alimentam de frutas, legumes e verduras. Ainda, 35% dos habitantes utiliza algum produto importado na refeição pelo menos uma vez por semana.

Assim como no Greendex 2008, o Brasil manteve o primeiro lugar no quesito "moradia". As explicações são várias: 91% dos brasileiros vivem em casas com quatro ou menos cômodos, as casas do país tem maior número de aquecedores por demanda de toda a pesquisa, a incidência de aparelhos de ar-condicionado é 11% mais baixa que a média (31% contra 42%). Além disso, os habitantes do Brasil são os que mais dizem que compram energia considerada 'verde', 60% contra os 22% da média, e, à exceção da Austrália, o Brasil é o país onde mais se lava roupa com água fria para economia de energia.

Em "transporte", o país pulou da sétima para a sexta colocação. Ficando atrás dos indianos e dos chineses, o Brasil tem cerca de 10% mais motos que a média (28% contra 18%). Os consumidores daqui são os que mais vivem perto dos lugares onde costumam visitar e, junto com o México, é o país que mais possui carros compactos, 57% contra a média de 34%. Poucos brasileiros vão aos seus destinos sozinhos em um automóvel, apenas 44%, quando a média é 55% e, em relação ao transporte público, 55% dos habitantes usam pelo menos uma vez por semana, o que representa 8% acima da média.

Os consumidores brasileiros subiram do sétimo para o quarto lugar no subíndice de "bens". Dos entrevistados, os brasileiros são os que menos relataram posse de eletrodomésticos (apenas 48%) e foram os que mais disseram consumir produtos sustentáveis (46%). O que pesa para que o Brasil não esteja algumas posições acima é o fato de as pessoas preferirem comprar aparelhos novos, a consertar algum quebrado e utilizar mais produtos descartáveis, do que os reaproveitáveis. O aumento do valor dos produtos sustentáveis, em relação aos comuns, também é um dos agravantes.

As atitudes dos brasileiros comprovam que o meio ambiente não é a preocupação número um dos consumidores. Política, educação e desigualdade social são problemas maiores para os habitantes. Apesar disso, o Brasil é quem mais se preocupa com a extinção de espécies e perda do habitat dos animais (75%), além de se preocuparem com a poluição da água e do ar, as mudanças climáticas e a escassez de água doce. Quando perguntados sobre o aquecimento global, 67% dos brasileiros disseram que sua vida ia mudar para pior (22% acima da média) e se sentem culpados por conta desse problema (40%). Também estão entre os mais propensos a acreditar que os problemas ambientais têm impacto negativo sobre sua saúde (50% contra a média de 39%).

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/greendex-consumo-sustentavel-consciente-brasil-566396.shtml

Consumo responsável


  • Dê preferência a produtos de madeira com o selo FSC. Esta é a garantia de que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa. Ao comprarmos produtos sustentáveis, diminuem os incentivos para desmatar a floresta. 
  • Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim você cuida da sua saúde e do meio ambiente.
  • Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras. Assim estará gerando menos lixo.
  • Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo.
  • Procure comprar produtos fabricados perto de onde são vendidos. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, conseqüentemente, não há emissões desnecessárias de gases causadores do aquecimento global.
  • Use pilhas recarregáveis, Assim, você evita poluir o meio ambiente e gasta menos.
  • Descarte as pilhas em locais apropriados de coleta e não no lixo comum.
  • Leve as baterias usadas de celulares para as revendedoras. Elas não devem ser jogadas no lixo comum, pois contêm metais pesados altamente tóxicos para a saúde humana e o meio ambiente.
  • Evite substituir seu aparelho celular desnecessariamente Além de gastar dinheiro, você estará contribuindo para uma maior poluição do planeta.
  • Evite comprar o que você não precisa para não gerar mais lixo. Para facilitar, faça uma lista prévia.Além de economia, terá menos lixo
  • Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados. A maioria ainda não é reciclada.
  • Prefira comprar em lojas que adotem práticas sócio-ambientais corretas.
  • Use tintas a base de água para pintar sua casa. Elas são menos tóxicas e menos poluentes.
  • Dê preferência a guardanapos e toalhas de pano ao invés de descartáveis.
  • Use os dois lados da folha de papel.
  • Imprima e-mails e documentos somente quando necessário.
  • Não pegue panfletos entregues na rua a não ser que esteja interessado nas informações. Se pegar, não jogue na rua depois de tê-lo lido.
  • Utilize calculadoras e lanternas que possam funcionar com energia solar ou dínamo. Desta maneira não é necessário usar pilhas.

Crescimento sustentável marca a produção de cana-de-açúcar brasileira

     O crescimento sustentável da produção de cana-de-açúcar, etanol e açúcar foi o foco das ações governamentais voltadas ao setor sulcroalcooleiro nos últimos oito anos. A criação de uma política que orienta a expansão da cana sob critérios ambientais e sociais e a ampliação do crédito para o setor em 770% estão entre os resultados apresentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem (dia 23/11/10) em Ribeirão Preto (SP). Lula fez um balanço das medidas de incentivo ao setor adotadas entre 2003 e 2010. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, participou da cerimônia.
     “Esses resultados mostram por que o Brasil é uma referência mundial na produção de etanol e açúcar. Temos uma cadeia produtiva com um olho na eficiência e outro na preservação ambiental”, afirma o ministro Wagner Rossi. “As ações do governo reforçaram o compromisso do Brasil em suprir a crescente demanda por biocombustíveis, sem competir com a produção de alimentos”, completou Rossi.
     O Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana), anunciado em 2009, estabeleceu diretrizes para a expansão sustentável da cultura. Novos empreendimentos no setor devem dar prioridade a áreas degradadas e excluir regiões com vegetação nativa e que estejam dentro dos biomas Amazônia, Pantanal e Bacia do Alto Paraguai. Além disso, as novas áreas de cana devem possuir declividade inferior ou igual a 12%, que permitem a mecanização e eliminam as queimadas na lavoura. O estudo pioneiro delimitou 64 milhões de hectares aptos ao plantio da cana, mais de seis vezes a área ocupada atualmente com a cultura, de cerca de oito milhões de hectares.
     Entre as safras 2003/2004 e 2010/2011 a produção de cana-de-açúcar destinada ao setor sulcroalcooleiro cresceu 82%, passando de 357 milhões de toneladas para 651 milhões. No período, a produtividade subiu 20%, saindo de 66 toneladas por hectares para 80 toneladas por hectare. A produção de etanol saltou de 12 bilhões de litros para 28 bilhões de litros (aumento de 94%) e a de açúcar passou de 22 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas (expansão de 53%). As exportações de etanol registraram crescimento de 402% entre 2003 e 2009, quando evoluíram de 60 milhões de litros para 3,2 bilhões de litros.

JORNAL DO COMÉRCIO - 24/11/10

Menos com LED

     Para diminuir seu consumo de energia e colaborar com a saúde do planeta, o Moinhos Shopping, em Porto Alegre, investe em tecnologia LED na decoração permanente da fachada. Os luminosos utilizados são da Elamp Luminescência, empresa incubada na Raiar da PUCRS, e substituíram a iluminação de neon. Em época de Natal, quando muitas luzinhas se espalham por aí, a economia com LED já faz a diferença.

Fonte: Zero Hora - 29/11/10

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hora de parar e pensar na cidade que se quer

Pensar na cidade que desejamos ter. Esse é o ponto chave para um grande grupo de arquitetos e engenheiros que se reuniu nos últimos dias em São Paulo e em Porto Alegre. O objetivo, além de aprimorar as construções e aproveitar melhor os recursos naturais, era refletir sobre o todo de uma cidade.
Em um complexo urbano formado por fatores históricos, culturais e individuais, a sustentabilidade chega como novo conceito. Ainda assim, para que seja incorporada por completo em um ambiente urbano, o engenheiro civil e professor da Escola Politécnica da USP, Alex Abiko, entende que é preciso que a sociedade esteja convencida da sua importância.
- Uma cidade é uma construção coletiva de todos que vivem nela.
No 3º Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável (SBCS10), que começou no dia 8 de novembro na sede da Amcham, em São Paulo, Abiko falou em um painel intitulado Sustentabilidade Habitacional Urbana. Pela primeira vez, discussões focadas em temas como o entorno dos edifícios, as habitações de interesse social e a mobilidade urbana tiveram destaque no evento.
Pensando que, em 2050, 60% da população mundial morará em cidades, o 54th IFHP World Congress 2010 Porto Alegre, escolheu as cidades do futuro como grande tema de discussão. Entre 14 e 17 de novembro, acadêmicos e profissionais estiveram reunidos para pensar como deixar nossas cidades mais justas e acessíveis, por exemplo.

Fonte: Zero Hora - 8/11/2010

O CO2 do seu dia a dia

Ficar em casa lanchando em frente à televisão. Essa é uma atividade que passa despercebida quando o tema é emissão de gás carbônico na atmosfera. Foi refletindo sobre essa cena que o relações públicas Rodrigo Lagreca decidiu elaborar um programa que possibilitasse quantificar as emissões no dia a dia das pessoas, levando a preocupação com a pegada de carbono, comum em grandes empresas, para a sala de casa.
Com a ideia na cabeça, Lagreca apresentou o início do projeto em um fórum de discussão na Behavior, Energy and Climate Change Conference (BECC), que ocorreu em Washington, nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Um dos poucos representantes do Hemisfério Sul no evento, o relações públicas sentiu o interesse dos pesquisadores americanos. Assim, ganhou força para levar o projeto adiante.
Com uma operação semelhante a de um software, o Home Carbon, que também terá uma versão Office para empresas, está sendo desenvolvido pela Evolva Projetos, dentro da Raiar, a incubadora de empresas da PUCRS.
Depois de um cadastro realizado de forma online, o plano é que cada pessoa possa saber quanto de carbono consome em diferentes atividades cotidianas. O cálculo é feito a partir do uso de energia elétrica e de recursos naturais para o funcionamento de determinado aparelho. O resultado vem em gramas de carbono por tempo de uso.
Usar o ventilador de teto durante uma hora, por exemplo, emite cerca de 3,69 gramas de carbono, de acordo com os cálculos do programa. Se um aparelho de som estiver ligado nessa mesma uma hora, mais 2,46 gramas de carbono irão direto para a atmosfera.
A ideia, no entanto, não é elaborar apenas um formulário de emissões. Com as informações, o software também sugere ações para a compensação.

Fonte: Zero Hora - 15/11/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ar-condicionado ecológico reduz consumo em 40%


Considerado uma tendência de consumo no mercado de climatizadores, os modelos de ar-condicionado que seguem uma linha ecológica começam a cair nas graças dos consumidores. De olho nessa demanda, a STR Ar Condicionado, empresa especializada em soluções de climatização, aposta nesses modelos que não prejudicam a camada de ozônio, não fazem barulho e reduzem em aproximadamente 40% as despesas com energia elétrica para aumentar a sua participação nesse segmento.
“Um aparelho ecologicamente correto utiliza gás refrigerante que não chega até a camada de ozônio. Os equipamentos com apelo sustentável desfazem a ideia de que o ar-condicionado é o principal vilão para o meio ambiente”, explica Adriana Cleto, arquiteta da empresa, acrescentando que as pessoas podem utilizar o ar resfriado sem deixar de lado a sustentabilidade.
Segundo a especialista, além dessa questão ambiental, o aparelho ecológico é o mais econômico. A estimativa é de que quem usa ar-condicionado por oito horas diárias gasta entre 90 KWh a 110 KWh por mês. Convertendo em reais, esse gasto equivale a aproximadamente R$50,00.
Com esses novos modelos que começam a ser disponibilizados, o gasto chega a ser de 40% a 50% menor. “Embora seja um equipamento mais caro que o convencional no ato da compra, a relação custo-benefício, a médio e longo prazos, é garantida”, observa. Segundo ela, o barulho intenso do compressor dos aparelhos comuns também é erradicado o equipamento.
A STR Ar Condicionado comercializa aparelhos de ar condicionados ecológicos há três anos. Fundada em 1991, está presente também em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Jornal do Comércio – 12, 13, 14 e 15/11/10

Plástico nocivo deve ser tirado de produtos


Na última semana, três grandes empresas alimentícias anunciaram esforços para banir o uso de bisfenol A (BPA) de suas embalagens.
A Nestlé se comprometeu a abolir o uso da substância nos próximos três anos.

Outros conglomerados – Heinz e General Mills – estão investindo em alternativas. O bisfenol A, componentes químico usado na confecção de alguns tipos de plástico e no revestimento interno de latas de comida e bebida, é contestado por organizações de consumidores e parte da comunidade científica, devido a riscos ao organismo.
Segundo endocrinologistas, nenhum estudo em humanos foi conclusivo sobre o aspecto nocivo da substância, mas há indícios de que sua composição possa causar alterações hormonais.
Pesquisas têm associado o contato com a substância a probabilidades maiores de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, puberdade precoce em crianças e queda de fertilidade em adultos. No dia 28 (outubro), foi publicado um estudo no periódico Fertility and Sterility que analisou 514 operários chineses por cinco anos. Aqueles com vestígios de BPA na urina apresentavam risco três vezes maior de produzir sêmen de pior qualidade.
Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica já vetaram o uso de bisfenol em mamadeiras e copos infantis. No Brasil, a Anvisa estabelece o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentícia. Segundo a Vigilância Sanitária, “dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população.”
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defende a proibição do uso e, antes disso, a adoção de avisos nos rótulos de todos os produtos que contenham BPA.

No Brasil
  • A Nestlé do Brasil informou que pretende seguir as diretrizes da sede e que já iniciou estudos “que visam eliminar integralmente, em até três anos, o bisfenol das embalagens dos produtos.”
  • A Coca-Cola informou que as quantidades da substância usadas em seus produtos não oferecem risco à saúde, “conforme é consendo entre agências reguladoras da área de alimentos.”
  • No Senado, tramita projeto de lei para banir o uso do BPA em produtos infantis.

Fonte: Zero Hora – 07/11/10

Brasil recicla 98,2% das latas de alumínio vendidas no ano passado


O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas. Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas. Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal) e Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.
Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas. Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$1,3 bilhão. Desde total, R$382 milhões foram gerados só com o trabalho de coleta do material.
“Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do País”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo. Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes.

Fonte: Jornal do Comércio – 29/10/10

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Luz solar vira energia para a navegação

Motivados pela possibilidade de criar uma embarcação que não poluísse o ambiente, alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criaram um barco movido a energia solar. A equipe Vento Sul, inspirada em uma palestra na universidade, em abril de 2009, resolveu criar o Catamarã. A intenção era mostrar que um barco elétrico é viável, não polui e não precisa de manutenção constante. As placas fotoelétricas recebem a luz e repassam a um controlador de carga, que distribui ao motor e à bateria. Quando não há sol, o motor usa a energia armazenada na bateria.
O primeiro projeto, de fibra de vidro, material considerado pesado, venceu o Desafio Solar Brasil, competição que ocorreu em Paraty (RJ), em julho do mesmo ano. Com o fim das aulas, em 2009, alguns alunos se formaram, e a equipe foi reformulada. Com novos integrantes, vieram novas ideias e uma outra embarcação foi construída. Com custo de R$ 60 mil, financiados por empresas, veio o Guarapuvu.
- Precisávamos de um barco superior. Investimos em todas as tecnologias possíveis, trocamos o material da carcaça, que agora é fibra de carbono, muito mais leve - conta Tássio Simioni, estudante de Engenharia Química e coordenador da equipe.
Com a criação, o grupo de 20 estudantes estava pronto para participar do Frisian Solar Challenge, a competição mundial de barcos solares, que ocorreu em julho, na Holanda. Na seleção, dividida por classes, a equipe Vento Sul ficou na 17ª posição entre 26 competidores, mas ganhou destaque como embarcação mais leve e melhor equipe novata não europeia.
- Tivemos problemas técnicos por falta de testes, o que comprometeu a classificação. Mas ganhamos elogios, por aplicar técnicas diferenciadas.

Fonte: Zero Hora - 01/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dinheiro é reciclado no Pará

Antes que você proteste que os "verdes" estão indo longe demais, pode ficar tranquilo. É só depois de um bom tempo passando de mão em mão que as cédulas precisam ser retiradas de circulação. E é aí então que entra a reciclagem.
No Pará, um projeto firmado este mês quer transformar em adubo cerca de 11 toneladas de papel moeda retiradas de circulação e inutilizadas pelo Banco Central todo mês só na região Norte. Hoje, esse material é picotado e jogado em aterros sanitários, causando danos ao ambiente por ser constituído de metais pesados.
A ideia do projeto é transformar, inicialmente, o material em composto orgânico e distribuir aos pequenos produtores paraenses a partir do próximo ano.
A quantidade mensal de dinheiro inutilizado na região é suficiente para a produção de 17 toneladas do composto orgânico, feito a partir da mistura de cédulas trituradas (10%), restos de alimentos que eram jogados fora pela Central de Abastecimento do Pará (Ceasa), nitrogênio e hidrogênio.
Segundo a Universidade Rural da Amazônia (Ufra), análises realizadas no adubo feito com as cédulas identificaram mais de 10 nutrientes essenciais para a saúde humana, como fósforo e potássio, e uma baixa concentração de metais pesados, não apresentando riscos.

Fonte: Zero Hora - 25/10/2010