sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Deixe a sacolinha em casa

     O lugar das necessidades dos pets é o lixo orgânico, mas enroladas em papel

     O destino no cocô dos cachorros. Esse foi o tema levantado na edição do Nosso Mundo Sustentável (ZH) de 11 de outubro. Convidados a participar de uma enquete no blog, os leitores deveriam escolher a melhor solução para os resíduos dos pets. Entre canteiros destinados apenas às fezes, a liberação dos canteiros que já existem ou o recolhimento dos dejetos com sacolinha, 73,33% dos internautas diz que as sacolas são a melhor opção.
     Em Porto Alegre, uma lei obriga os donos de animais a recolherem os resíduos deixados em locais públicos. Pensando nisso, contatamos especialistas para tentar encontrar uma solução bacana para todo mundo.
     Números da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimento para Animais de Estimação estimam que existam hoje 33 milhões de cachorros em todo o Brasil. Se metade dos cães brasileiros mora em apartamento, por exemplo, e, por isso precisa sair para passear e fazer cocô na rua, seus donos seriam responsáveis por um número significativo de sacolas plásticas em aterros sanitários.
     A veterinária Luciana de Almeida Lacerda, do Laboratório de Análises Clínicas da UFRGS, conta que o número de vezes que cães fazem cocô em um dia pode variar muito. A saúde e o condicionamento do animal, os hábitos do dono, o que o bichinho come e a frequência da alimentação estão entre os fatores que influenciam.
     Ainda assim, um cão de porte de médio, em geral, faz cocô duas vezes por dia. Fazendo os cálculos, as fezes de 16,5 milhões de cachorros – os que morariam em apartamento – recolhidos com sacola duas vezes por dia alcançaria o número absoluto de 33 milhões de sacolas diárias. Em um mês, os pets e seus donos seriam responsáveis por 990 milhões de sacolinhas em aterros sanitários – o destino mais comum para o lixo orgânico no país.

     Alternativa: papel facilita a decomposição
     Feitas em sua maior parte de material orgânico, as embalagens plásticas podem fazer com que o cocô, material orgânico, demore mais tempo para se decompor nos aterros sanitários. Além disso, a engenheira química e chefe da equipe de resíduos sólidos da Secretaria Municipal d o Meio Ambiente (Snam), Alessandra Pires, lembra que a melhor forma de facilitar a decomposição dos resíduos sólidos é separar com cuidado o lixo na sua origem. Por isso, recolher os resíduos com jornal ou pape pode ser uma solução interessante.

ZERO HORA - 25/10/10

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A embalagem subiu no telhado

Telhas mais leves e com menos passagem de calor. Essas duas características já seriam suficientes para optar por esse revestimento para o seu telhado. Quando o modelo é feito com material reutilizado e tem preço equivalente ao tradicional, então, restam poucas dúvidas.
Líder na produção de embalagens longa vida e preocupada com a cadeia da reciclagem, a Tetra Pak decidiu expandir sua cadeia pós-consumo em 1999. Além de dar uma nova função aos materiais, o desejo da empresa era criar renda e movimentar a economia. Foi assim que surgiram as placas de telhas produzidas a partir de uma mistura de plástico e de alumínio presente nas conhecidas caixinhas de leite ou suco. Antes, apenas o papel dessas embalagens era reutilizado pela indústria papeleira para confecção de papelão ondulado e caixas.
Os dados do Instituto de Pesquisas Tecnológicas indicam que as telhas feitas com antigas embalagens são mais duráveis e resistentes do que os modelos tradicionais, feitos de amianto e de fibrocimento. Além disso, elas reduzem a passagem do calor em 30%. Alguns modelos feitos a partir das embalagens podem ser até 25% mais baratos.
Hoje, cerca de 17 fábricas em todo o Brasil utilizam a mistura de plástico e alumínio para o desenvolvimento de placas rígidas. Em São Domingos, Santa Catarina, a Tecfort produz placas para palmilha de calçado com o papel que vem das caixinhas. O destino do alumínio e do plástico que sobra do processo é a fabricação das telhas. Todos os meses, entre 2,5 e 3 mil telhas são produzidas na indústria catarinense. A parceria já completou seis anos e, para Mauricio Batistella, da Tecfort, alcança o principal objetivo: vender.
- Conseguimos colocá-las no mercado com facilidade - reforça Batistella.

Fonte: Zero Hora - 25/10/2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sustentabilidade

A prefeitura de Porto Alegre deixará de consumir 700 toneladas de papel por ano. Isso equivale a 14 mil árvores não derrubadas.
Além de tornar virtual os processos da administração, a implantação do Sistema Eletrônico de Informação vai gerar uma economia de R$20 milhões anuais aos cofres públicos.
O gabinete de Planejamento Estratégico coordenará a mudança, que também deve dar mais transparência aos procedimentos administrativos.

ZERO HORA – 19/10/10

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um plano para aprender a consumir

O governo federal elaborou um plano com diretrizes para a produção e o consumo sustentável no país e, agora, quer saber a opinião da sociedade sobre o tema. Elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) prevê um conjunto de iniciativas para promover a adoção de padrões mais limpos sob o ponto de vista da preservação ambiental e a compra responsável de produtos.
A consulta pública sobre o plano vai até 11 de novembro, e o ministério está se desdobrando para chamar a atenção de todos os setores para mostrar que responsabilidade socioambiental da lucro e ajuda a mover o país em direção ao desenvolvimento sustentável.
- Vamos convocar a sociedade. A ideia é sair da zona de conforto e agir imediatamente - afirma Samyra Crespo, secretária da Articulação Institucional e Cidadania ambiental.
As dificuldades em estabelecer novos padrões são reconhecidas pelo governo, mas a crença é que, com informações suficientes e produtos chegando às prateleiras dos supermercados a preços acessíveis e responsabilidade ambiental comprovada, as mudanças podem começar no curto prazo.

As prioridades do plano são:
> Educação para o consumo
> Construções sustentáveis
> Agenda ambiental na administração pública
> Varejo e consumo
> Compras públicas
> Aumento da reciclagem de resíduos sólidos

Leia a proposta em www.mma.gov.br/ppcs
Para dar sugestões, baixe no site o formulário e envie para ppcs@mma.gov.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Japoneses desenvolvem escova de dentes com energia solar

Os pesquisadores da Universidade de Saskatchenwan, no Japão, Kunio Komiyama e Gerry Uswak testam uma escova de dentes que não utiliza pasta, mas apenas ação abrasiva combinada com fluxo de elétrons para eliminar a placa bacteriana. Os cientistas estão reunindo cerca de 120 adolescentes que estejam dispostos a utilizar o protótipo em um teste.
A Solardey-33X é produzida pela empresa Shiken, que contratou os pesquisadores para investigar se a escova solar faz um trabalho melhor que escovas normais sem eliminar a placa. De acordo com os cientistas, o painel em sua base fornece energia para que elétrons sejam transportados até a cabeça da escova. Na boca, os elétrons reagem com pH ligeiramente ácido da saliva, quebrando a placa e matando bactérias. A Solardey-J3X consome a mesma quantidade de energia que uma calculadora solar e não requer nenhuma pasta dental.
Os cientistas testaram a ação da escova em culturas de bactérias responsáveis por doenças relacionadas às gengivas e demonstraram que a Soladey-J3X destruiu completamente os micro-organismos. Komiyama, no entanto, faz apenas uma ressalva sobre a nova escova: “Ela não funciona no escuro.”

Resíduos – A crescente e justificada preocupação ambiental tem alcançado deferentes níveis e este é mais um deles. Não precisar mais utilizar pasta para escovar os dentes pode gerar menos resíduos, diminuir o consumo de água e tudo isso utilizando energia renovável.

JORNAL O SUL – 13/10/10

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Onda Verde" X Lucratividade?

Que é crescente o apelo feito pelas organizações a novas formas de produção, novos materiais, e mesmo a novos valores em relação à estratégia verde é inegável.
O ponto nessa questão é que a maioria ainda é míope, enxergando apenas o benefício da imagem ecologicamente correta. De fato, ao primeiro sinal de épocas difíceis, os primeiros cortes são feitos na maioria das vezes nos projetos ambientais.
Entretanto, enganam-se as empresas que acham que produção sustentável e lucratividade não caminham juntas. Ao contrário, muito da produção sustentável passa por inovação, abrindo caminho em mercados antes não atingidos, e aumentando a percepção de valor pelos clientes.
Owens-Ilinois(O-I) e Verallia, empresas de embalagens, encontraram uma solução ecônomica e ambientalmente correta para a produção de garrafas de vidro para a indústria de vinho. Modificando a forma da garrafa em alguns pontos, o peso passou de 500 gramas para 370 gramas por garrafa, o que eliminou em 15% a emissão de CO² e em média 5% no custo do frete das fabricantes de vinho, que é por peso. Já está sendo utilizado por grandes nomes, como Salton.
Outro caso prático é da empresa Telhas Leves, de Manaus. Seu fundador pesquisou por dois anos formas de utilizar plástico reciclado para a criação de telhas, e então obteve sucesso. As telhas plásticas pesam 10% de uma de mesmo tamanho feita de barro, e a durabilidade varia entre 2 a 5 vezes a vida útil de uma de barro. O custo é 2 vezes e meia maior que a telha comum, porém a estrutura necessária para suportar o peso cai para 25% do valor necessário para aguentar as telhas de barro, sendo imensamente vantajoso em termos ecoñômicos.
Mais um exemplo é da empresa gaúcha Fitolog, que patenteou uma forma verde de tratamento de pallets (aquelas bases de madeira utilizada por empilhadeiras). As demais empresas, utilizam ainda brometo de metila, que devido às suas propriedades, espera-se que seja proibido em breve.
Vendo esses exemplos fica claro que é viável para organizações abraçarem de vez a questão da sustentabilidade, sem com isso fugir do seu cerne capitalista.

Os linsks utilizados para o post são os seguintes:
www.protec.org.br/noticias.asp?cod=5923
www.protec.org.br/noticias.asp?cod=5094